[Crítica] Assassin’s Creed Origins (SEM SPOILERS!)

Finalizei a campanha do Assassin’s Creed Origins. E ainda tem MUITA coisa pra jogar.
Primeiro de tudo: QUE JOGO MEUS AMIGOS! Uma Excelente experiência, um universo vivo e cativante, além dos personagens serem muito carismáticos.
Joguei no meu PS4, então toda minha opinião e experiência é baseada no jogo do PS4.

[Enredo]

Para quem não conhece a série Assassin’s Creed este jogo conta a história de um Medjai, um guerreiro egípcio protetor do Faraó e do povo.
Para quem conhece, mostra todos os eventos que originaram a ordem dos ocultos Assassinos.

O game começa no ano de 49 a.c, com o protagonista, Bayek retornando para seu vilarejo Siuá após um ano longe. Bayek se afastou quando, um ano antes, seu filho foi assassinado e ele foi em busca de informações sobre os assassinos e vingança, pois somente julgando os assassinos do filho, seu pequeno Khemu poderá viver eternamente em paz nos campos de junco (mitologia egípcia).

O domínio romano sobre o Egito é forte, o povo egípcio sofre nas mãos dos soldados e Bayek sente-se impulsionado em cumprir suas obrigações como Medjai e proteger seu povo. A cultura egípcia e romana são muito presente na história e entram em conflito com frequência.

A busca por vingança de Bayek leva a trama que se desenrola em inúmeros conflitos, o povo egípcio sendo massacrado pelos romanos, intrigas políticas e de poder. No meio disto tudo começam a aparecer elementos já conhecidos da história da Saga Assassin’s Creed.
Não existe Assassinos ou Templários, nenhuma das duas ordens foi oficialmente criada, mas conseguimos reconhecer alguns elementos e detalhes que remetem à saga, mas para quem não conhece a história anterior, passa despercebido e não atrapalha em nada. Eu já estava com umas 40 horas de jogo e nem lembrava mais que era um jogo da série, pois a história dele funciona isoladamente. Se não fosse por alguns elementos visuais nem notaria-se que está jogando um jogo Assassin’s Creed.

[O jogo]

Após duras críticas aos últimos jogos (Unity e Syndicate) e 5 anos de produção, temos esta obra-prima feita pelo mesmo time de desenvolvimento de Assassin’s Creed: Black Flag.
Batalhas de navio do mesmo estilo de Black Flag estão no game, apesar de serem mais simples e esporádicas


A jogabilidade é mais aberta, sem prédios altos, cidades populosas ou torres colossais, temos uma sensação de estar sempre à céu aberto.


O combate, algo sempre criticado em todos os jogos da série, teve uma melhora muito significativa e é muito mais fluido e tático; golpes e esquivas na hora certa fazem toda a diferença no sucesso ou derrota e mesmo inimigos muito mais fracos podem facilmente vencer caso o jogador não faça sua parte.


Elementos de RPG foram adicionados com sucesso, equipamentos mais elaborados e uma árvore de habilidades vasta fazem com que as escolhas do jogador façam toda diferença na evolução do jogo e da história. Dois jogadores diferentes podem ter uma jogabilidade totalmente oposta, um focando em furtividade e ataques de arco e flecha, e outro focando em resistência e dano corpo a corpo.


A variedade de tipos diferentes de armas dá mais opções de combate para o jogador: espadas, foices, bastões, maças, lanças, adagas e machados; cada tipo de armamento proporciona um estilo de combate diferente.
Além de vários tipos de arcos mais precisos ou mais poderosos, influenciam o jogador à experimentar as oportunidades diferentes que o jogo proporciona. É possível (com a aquisição da habilidade necessária) deixar equipado 2 arcos e 2 armas diferentes ao mesmo tempo, como uma espada e uma lança, e trocar entre as duas ao alcance de um botão dependendo do tipo de inimigo.


Os personagens são muito cativantes e como é característico da saga, existem muitos personagens históricos como Cleópatra, Júilio Cesar, Apolodoro de Roma, etc. Outra característica positivamente mantida de outros jogos é que durante a trama os personagens presenciam eventos históricos importantes e muitas vezes, no enredo do jogo, o jogador participa ou até mesmo motiva estes eventos.
Os protagonistas (oficialmente o protagonista é Bayek, mas sua esposa Aya é muito presente no jogo que eu os considero os dois protagonistas) são EXCELENTES, não só individualmente mas a dinâmica entre os dois, como cada um lida com a perda do filho, com o seu relacionamento e com as suas motivações e credos, é simplesmente um os melhores pontos do game pra mim.

O visual é estonteante, com vilarejos vivos, ruínas povoadas por bandidos, animais selvagens espreitando, montarias, fortes militares muito bem fortificados e uma Inteligência Artificial excelente, onde o comportamento dos inimigos é muito real. O modo “fotografia” proporciona uma experiência visual muito gratificante, a qualquer momento é possível parar o jogo e tirar fotos, estas fotos ficam disponível no mapa do jogo, e podem ser visualizadas por outros jogadores.

 

Existem eventos semanais com novas missões, recompensas pelo clube da Ubisoft, roupas diferentes, armas diferentes, montarias, etc.

[Veredito]

Recomendo esta obra de arte dos games, para quem conhece e gosta da série Assassin’s Creed ou não, pois ele se sustenta muito bem sozinho.

Excelente jogabilidade, não cai na repetitividade, missões variadas, opções diferentes de combate e abordagem e alta rejogabilidade; eu terminei o modo história e não abri nem metade do mapa disponível.


Dúvidas, sugestões e opiniões, deixem nos comentários!